Praça Capistrano de Abreu

 

A Praça Capistrano de Abreu fica no coração da cidade

Quem passa por ela não resiste àquela paradinha básica para um click com um sorrisão no rosto, porque quem manda é a beleza do verdão predominante do conjunto de árvores plantadas no logradouro. Estou falando da Praça Capistrano de Abreu, principal logradouro situada no coração de Maranguape. É o point de encontro de amigos, namorados, crianças, idosos, lugar escolhido para caminhadas, para uma boa leitura e relaxar depois de um dia puxado.

DSCN9798Em qualquer época do ano, a Praça Capistrano de Abreu chama atenção dos passantes que atravessam seus passeios, seja no tempo de florescimento dos Ipês amarelo, rosa e branco ou quando a Acácia Imperial  (espécie de chuva de ouro) floresce dando sombra ao  coreto de retretas, ou pelas florzinhas de jasmim brancos e do ipê amarelo que enfeitam o chão, proporcionando um visual encantador.

DSCN9922Além da estátua de Capistrano de Abreu há outra atração no espaço, uma escultura super famosa sentada no banco da praça. É a do gênio do humor, filho de Maranguape, Chico Anysio. De perna passada, nunca está sozinho, tem sempre uma boa companhia ao seu lado, ou de braço por trás do pescoço ou sentado no colo ou de cabecinhas juntas ou de selinho na boca. Rola muita criatividade para a foto do celular de quem vai levar a lembrança do sábio pra casa.DSCN9742A Praça Capistrano de Abreu  é um bem público, é uma testemunha da história e dos costumes do povo de Maranguape. Está encravada entre as ruas Major Agostinho, Coronel Manuel Paula, Dr. João Bezerra e Sinfrônio Nascimento. Para  muitos habitantes, ela guarda a lembrança de bons tempos, da grande movimentação das quermesses na época das festas tradicionais dos padroeiros, das conversas alegres, do primeiro amor, da ingenuidade dos jovens que outrora desfilavam nos passeios internos, das retretas no coreto e dos belos jardins que enfeitavam os canteiros coloridos e cheios de vida.

praça caEla vive na companhia de alguns valores arquitetônicos que marcaram períodos, a exemplo do Solar dos Correias, Prédio da antiga Padaria Luzitana (hoje pertencente à Macavi) e antiga casa do Dr. João Bezerra  (onde funciona a Fitec).

Tocando à história

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A Revolução de 1930 colocou na Prefeitura de Maranguape um interventor. O prefeito que estava em exercício, Otávio Albino de Oliveira, não conseguiu completar o mandato e  assumiu o Dr. João Augusto Bezerra, medico que há 14 anos clinicava na cidade.

Após reorganizar a administração, conforme  convinha com os propósitos  do movimento revolucionário, deu às ruas existentes , a arrumação que ainda hoje se preserva, mas o que marcou a sua administração foi a reforma da principal praça  da cidade – a Praça  Dr. João Pessoa. Era nesta que se situava a avenida, um longo passeio que se estendia da Rua Major Agostinho até a Rua Coronel Manuel Paula. Era ladeada por um coreto e um bar,  além de frondosas mungubeiras, tamarindos e catolés.

O desafio que se apresentava ao interventor era grande. Do lado norte, a calçadas das casas eram irregulares e mais altas que o plano da Avenida. Houve necessidade de proceder a cortes e rebaixamentos, de forma a conciliar  esses dois planos.

As obras da nova Avenida, agora com formato retangular, foram iniciadas em 25 de janeiro de 1931 e a planta é a mesma que ainda hoje está aí. Recebeu posteação e luminárias em harmonia com as que estavam em uso nos mais belos jardins de Fortaleza, além de iluminação feérica para a época.Um coreto, bancos de madeira com pés de ferro e arborização com fícus-benjamin completavam a beleza da Avenida.

Era preciso escolher um nome e Dr. João Bezerra inspirou-se num fato histórico recente: a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, desencadeada em 5 de julho de 1922. O jardim tomou, pois, a denominação de Jardim 5 de Julho. Sua inauguração ocorreu na tarde de 23 de agosto, sete meses após iniciados os trabalhos. Depois recebeu o nome de Praça Capistrano de Abreu, um tributo ao historiador  e filho ilustre.

 

 

  Quem foi Capistrano de Abreu

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João Honório Capistrano de Abreu – maranguapense que nasceu em Columinjuba em 1853. Foi a convite de José de Alencar para a corte, onde se destacou como historiador, professor de história. Lecionou em uma das escolas mais conceituadas do Rio de Janeiro: Colégio D. Pedro II. Um líder abolicionista que contribuiu muito para a abolição da escravatura. Foi reconhecido pela Princesa Isabel com a comenda da Abolição. Hoje é conhecido nacionalmente como o Príncipe da História do Brasil. O  seu monumento  na principal praça de Maranguape é uma homenagem da terra natal.

 Fonte:

Jornal Avenida do Grupo Pró-Avenida

Material de arquivo do historiador Evandro de Holanda Carneiro

Vamos dar uma caminhada pela Praça Capistrano de Abreu?

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