Olá gente! tudo ótimo com vocês! Hoje é dia de storytelling.Vou começar falando da minha alegria em figurar entre os profissionais de Educação de Maranguape na manhã de sexta-feira,12, durante a apresentação do Projeto “EM MEMÓRIA”, na Escola Municipal Capistrano de Abreu. O trabalho coordenado pela professora da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fátima Maria Leitão, recebe a colaboração da professora de História, Berenice Abreu de Castro Neves, e de cinco alunos do curso de História entre eles, Yara Sales e Carlos Antônio, naturais de Maranguape. É uma viagem ao passado iniciada a partir do ano de 1922, envolvendo escritos, caderno de anotações e planejamento da professora Isabel Pereira, encontrados intactos no acervo histórico do estabelecimento de ensino.


“Com a descoberta desses documentos surgiu a vontade de desenvolver um trabalho, o que nos impulsionou à produção do artigo – Planos de Aula de uma Professora Primária. Ideias, Métodos e Materiais Didáticos nos Idos de 1922 – publicado no periódico eletrônico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)”, declarou Fátima Leitão. Segundo a coordenadora, os registros são uma fonte riquíssima para quem atua na área da Educação. “Providenciamos a ação de conservação do material que preserva a memória da unidade de ensino com procedimentos necessários, a exemplo de higienização e digitalização para devolver a escola”.

“EM MEMÓRIA” abrange investigação de métodos e símbolos relativos ao período 1916/1920, décadas de 30 e 40, prosseguindo até os dias atuais. Nele vão estar dispostos depoimentos de ex-alunos, ex-diretores e ex-professores que deram importante contribuição para a educação de Maranguape, a partir do grupo escolar. “Faremos um levantamento formando um banco de dados, através de pesquisas em livros publicados, revistas, edições de pessoas que escrevem sobre a cidade. É um projeto de extensão que suscita a necessidade de pesquisa”, diz Fátima.

A coordenadora do projeto observa a Escola Municipal Capistrano de Abreu como um grande patrimônio da Educação de Maranguape e que a comunidade deve ter esse sentimento de pertencimento com o seu patrimônio cultural. “Foi a primeira escola construída nos moldes mais pensados na pedagogia da Escola Nova. A Escola Capistrano de Abreu permanece como unidade de ensino que tem papel social importante no Município”, enfatizou.

A apresentação do Projeto EM MEMÓRIA , organizado pela Secretaria de Educação como parte das comemorações dos 170 Anos do Município, aconteceu no pátio da escola e reuniu representantes da pasta, professores, alunos da escola, ex-diretores, ex-professores e ex-alunos. Eu estive no meio dessa classe que supervalorizo representando as professoras da família que integraram o quadro de docentes, Mena Nunes e tia Susete Nunes, esta última “in memoriam”. Foi um prazer participar desse momento. Como cidadã da cidade defendo a preservação da memória e tenho a certeza de que um dia esse acontecimento será relembrado por novas gerações.

Memória e resgate – A diretora Elisabete Vasconcelos considerou o encontro como de expressiva relevância para o resgate da memória da escola e nessa linha e perspectiva de valorização dos bens patrimoniais falou do trabalho que está desenvolvendo com os alunos, no contexto do aniversário de 170 Anos, para que conheçam os registros documentais do Município. No evento, a diretora foi surpreendida com um valioso presente do diretor da Escola Municipal Manuel Rodrigues e professor de História, Eli Mendes: a moldura com o retrato de Capistrano de Abreu do começo do Século XIX e vários livros pertencentes à escola. “Fiquei como guardião de todos esses pertences desde a transição da escola do Estado para Município”, frisou Eli. Para mim, a atitude do professor, que também é da Família Abreu, foi de extrema sensibilidade para assegurar a proteção dos bens no processo de municipalização da escola estadual. A devolução ocorre em oportuna ocasião para a composição do acervo histórico.

Dona Joselita de Oliveira Conde e Dona Maria Alice Paula , ex-professores e ex-diretoras da Escola Capistrano de Abreu e que só saíram dali em tempo de aposentadoria, falaram com muita emoção da oportunidade que tiveram de voltar às instalações e tomar conhecimento do projeto que resgata os valores e a memória de um passado tão notável . “Uma maravilha estar aqui. Essa escola foi para mim um aprendizado. Foi no chão das salas de aula que aprendemos a ser professores”, declarou Joselita. Já Maria Alice enfatizou: ” Foi muito maravilhoso vir aqui reviver as amizades. Aqui era a nossa casa. Todos eram amigos”. Juntinhas permaneceram ao lado das professoras Lucila , Luciene Nunes e Julita Cordeiro que atuaram na educação dos meninos do grupo escolar.



A ORIGEM


Grupo Escolar Benjamim Barroso foi assim que tudo começou sendo inaugurado em 21 de julho de 1916. Funcionou no Sobrado dos Correias , na Praça da Matriz, tendo como primeira diretora D. Cândida Vieira Cavalcante e como professoras Alice Chaves, Maria Leonse de Sousa Brasil, Isabel Amélia Pereira, Lídia de Pontes Vieira e Emília Vieira. Em 1933, a escola mudou de nome passando a chamar-se Grupo Escolar Capistrano de Abreu. Depois Escola de 1º Grau Capistrano de Abreu e hoje Escola Municipal Capistrano de Abreu sob a direção de Elisabete Vasconcelos. Atualmente funciona em dois turnos com turmas de 1º ao 5º Ano com a colaboração de 17 professores e mais oito funcionários.



O Município que celebra seus 170 Anos de emancipação política na próxima quarta-feira, 17 de novembro de 2021, ganha o Projeto EM MEMÓRIA na escola que vem há 105 anos atravessando gerações . Ao longo desse tempo, a Escola Capistrano de Abreu esteve com suas portas abertas para os pais que buscaram a escola pública para atender melhor às expectativas de seus filhos. Foi um caminho certo para os profissionais do magistério exercerem o cargo com dedicação e muita paixão. Tombado pelo Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico do Município pela Lei Nº 1754/2003 de 16 de dezembro de 2003, não está na sua cor original, mas guarda ainda a época dos mosaicos vermelho e cinza no chão dos corredores. Evidencia-se a preocupação e o cuidado com o paisagismo e as árvores mais antigas como a Castanhola no jardim da frente. Um pouco mais de um século, a escola de valor histórico resistiu ao tempo e é tradição no ensino aprendizagem. Muitos de seus alunos orgulham-se de ter estudado nessa casa de educação tão imponente. Preservar é defender, conservar e resgatar. É uma atitude de cuidado e respeito. Parabéns a todos que estão empenhados nessa missão!



Vou ficando por aqui. Até breve!
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Excelente! Me fez lembrar minha mãe Susete Nunes. Professora de muitos alunos em Maranguape.
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