Passei por essa vila e não resisti ao click ao vê-la com a mesma cara dos anos 70, quando a Avenida Stênio Gomes era o meu caminho de casa para o Colégio Estadual Anchieta.

A vida desviou meu trajeto para o outro lado da cidade. Fui ao encontro dos sonhos e das chances de um futuro profissional, deixando para trás a “pista” da alegria e/ou a passarela dos alunos do Anchieta.


Ao longo desses anos trafeguei algumas vezes pela avenida, mas fui guiada por outros objetivos. A distração e a velocidade do tempo ofuscaram os detalhes do caminho percorrido. Memória e lembranças da vida de estudante plena e muito sintonizada com o universo. Mas tudo isso é muito bom!

E foi andando a pé, nas caminhadas diárias, que enxerguei novamente a pequena vila com suas casas baixas, uma porta, uma janela e toda simplicidade arquitetônica, resistindo ao tempo à beira de uma pista movimentada por pedestres, gente de bicicleta, motoqueiros, carros pequenos e veículos pesados.
Não sei qual o nome da vila, mas lembro da Família do Senhor Zé Leite ali, e outras mais conhecidas pelo povo da cidade. Certa vez quando voltávamos do colégio à noite, as meninas que moravam na vila nos convidaram para a tertúlia delas e nos ofereceram um coquetel da época feito com o famoso Q-suco de morango, maçã cortada em cubos e a cachaça. Um episódio que ficou na memória.
Maranguape tem ainda algumas vilas antigas no Centro com moradores que residem há mais de 70 anos. Eles pagam aluguéis, guardam histórias de suas famílias e de vizinhos que compartilharam a amizade, animaram as calçadas e foram solidários nas horas mais difíceis.


Fico feliz em poder está sempre lendo seus textos. Sou maranguapense, mas vim para Fortaleza ainda criança. Então me faz voltar ao passado.
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Que felicidade saber que estou alegrando o coração e a vida de meus leitores. E ainda quando se trata de você minha querida prima, aumenta o meu contentamento. Beijos.
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