Um link com o Dia Nacional da Cachaça

E hoje, 13 de setembro, é o Dia Nacional da Cachaça. Eu só provei uma vez da danada e desceu queimando até a boca do estômago. Nunca mais quis saber de uma dose, nem para remédio. Estou falando assim , mas é sem desprezo, porque a construção de minha história tem um link com a famosa e mais pedida nos botequins e bares da periferia e interior.

Na Mercearia do Marcelo, ele guarda a cachaça Dandiz das mais antigas. Não vende, não troca e nem dá a ninguém. Relíquia.

Meu pai era comerciante. Foi dono de bar em Fortaleza e Maranguape. E quando as coisas foram ficando mais difíceis , porque tinha oito filhos para dar comida e estudo , ele desistiu do ponto comercial para apostar nas vendas feitas de porta em porta. E sabem o que ele foi vender? A cachaça “Dandiz ” fabricada em Sapupara ( Maranguape) pelo Senhor Cirino Nogueira. A aguardente de cana tinha conceito no mercado e botou meu pai pra frente sem deixar faltar o feijão, a comida na mesa , nossos livros,cadernos da escola e o essencial. Não era fácil sair vendendo de porta em porta de Maranguape para Canindé, mas deu certo por muitos anos essa história. Com seu jeito conversador e caderninho de anotações na mão, conquistou uma boa clientela e muitos amigos por todo o caminho.

E foi assim que a cachaça, alegria do sertão e da roça, fez parte de nossas vidas. Muitas outras famílias de comerciantes, donos de bares e vendedores também têm sua história pra contar sobre como o destilado, terceiro mais conhecido no mundo, compôs a saga de cada um. É ou não é justo a criação da data reconhecendo a importância histórica, cultural e econômica da bebida tipicamente brasileira?

Bye! Até o próximo.

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